Publicado por: blogdoprudencio | dezembro 5, 2011

O tabu da terceirização do RH – Planeje-se

Até que ponto vale a pena manter as operações deste setor dentro das empresas?

“É preciso que os empresários entendam que não se trata apenas de uma operação de redução de custos e tenham a percepção de que a tecnologia é a ferramenta que tornará a empresa preparada para o crescimento e a competitividade”

A valorização cada vez maior do capital humano tem mudado a gestão das empresas. Reter talentos e promover o sucesso de um empreendimento a partir de um excelente quadro de funcionários tem sido o principal desafio dos gestores da área de Recursos Humanos. Mais do que nunca, o novo cenário ressalta a importância da gestão de pessoas.

Conseqüentemente, os profissionais de RH vêm sendo valorizados e considerados estratégicos para as diretorias das empresas. São responsáveis por manter um bom clima organizacional e, muitas vezes, assumem ainda a comunicação harmoniosa de todas as áreas. E mais: na grande maioria das vezes, os gestores de RH também organizam as “contas” dos funcionários: folha de pagamento, contratações, demissões, bonificações etc., tarefas estas que tiram o foco do profissional da área, que poderia estar centrado na gestão de pessoas – em treinamentos, por exemplo.

É por isso que o Business Process Outsourcing (BPO), ou Terceirização de Processos de Negócios, vem conquistando mais empresas, que se beneficiam terceirizando suas atividades de apoio. Iniciado na década de 1980, nos Estados Unidos, para as áreas administrativas e de informática, o processo chegou ao Brasil nos anos de 1990, fortalecendo-se a partir de 2000, com o surgimento de empresas especializadas em uma atividade, dando forma à terceirização no País. Estima-se que, atualmente, 40% das empresas norte-americanas utilizam a terceirização. No Brasil, menos de 5% das empresas adotaram o modelo.

Verificamos ainda que existem no País cerca de 80 mil empresas que empregam entre 50 e 1000 colaboradores, perfil considerado ideal para a terceirização de tarefas operacionais na área de administração do departamento pessoal. Juntas, essas empresas empregam cerca de 10 milhões de trabalhadores, ou um quarto dos 41,2 milhões de pessoas empregadas formalmente no Brasil em 2006, conforme dados do IBGE. Esse cenário nos mostra que há ainda muito a ser organizado nas empresas.

No entanto, percebe-se que há uma grande resistência, não apenas dos gestores de RH, que acreditam que, nesse processo, estão sendo trocados por algum software, mas também de empresários resistentes a mudanças. É uma questão cultural. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Provedores de Outsourcing em RH (ABPO), a cultura da empresa figura como motivo principal da não terceirização do departamento pessoal, representando 64,6% das 162 empresas de diversos setores que participaram do estudo. Acreditam que não há confiança e segurança quando os dados da empresa são repassados a terceiros. Obviamente, a visão do empresário muda quando ele recebe garantias plenas de que a ética e o sigilo são duas das principais características das especializadas em terceirização.

Todas as informações são tratadas com confidencialidade e segurança. Muitas vezes, para o clima organizacional ser mantido, é necessário que ao presentear um funcionário com um bônus, apenas ele fique sabendo. Ao gestor da área, cabe a responsabilidade de apenas certificar-se de que o bônus está certo e para quem irá, antes de enviar à terceirizada a ordem de execução. Dessa forma, os profissionais do RH, por serem peça-chave na condução da equipe, podem direcionar suas energias na gestão dos talentos escolhidos.

Ou seja, fica com as terceirizadas especializadas a responsabilidade pela administração da “conta” de cada funcionário dentro da corporação – evidentemente com total controle de informações pelos gestores, que podem ter acesso aos dados de seus funcionários a qualquer momento e de forma online. Por essas vantagens e acompanhando a tendência da economia mundial, que dita as mudanças no meio empresarial, é que cresce o número de empresas que adotam a terceirização de atividades de apoio.

É preciso que os empresários entendam que não se trata apenas de uma operação de redução de custos e tenham a percepção de que a tecnologia é a ferramenta que tornará a empresa preparada para o crescimento e a competitividade.

Modernizar seus processos, terceirizando áreas que constituem atividade-meio, representa ainda uma forma de reorganização da estrutura da empresa. É interessante notar, no entanto, que as médias empresas são as que mais utilizam o BPO, em torno de 60%. As grandes vêm em segundo lugar e as muito grandes,em terceiro. Ouseja: é preciso mudar a cultura empresarial, principalmente em um cenário como o de hoje, em que eliminar custos ocultos faz a diferença no orçamento da empresa. Trata-se de uma solução inteligente e eficaz. O que de fato não pode acontecer é a contratação de terceiros para a atividade-fim da empresa, o que caracteriza ato ilegal e prejudicial aos profissionais

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Fonte: José Carlos Rodrigues

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Um dos pontos principais de uma empresa: Gestão de Pessoas. Mas até que ponto um serviço de RH deve ser terceirizado? Junto com a tecnologia, esse setor poderá se considerar pronto para encarar as dificuldades que a organização enfrentar. Aprenda a lidar com esses desafios, Planeje-se assim como eu!
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