Publicado por: blogdoprudencio | dezembro 2, 2011

Gestão participativa frente à nova ciência – Planeje-se

A importância em manter uma administração focada no saber e incentivo ao pensamento

A visão mecanicista tão influenciada por René Descartes e Isaac Newton, ainda nos orienta na forma como entendemos e praticamos a gestão de pessoas na esmagadora quantidade de organizações públicas ou privadas.
Mesmo no estudo formal das ciências de gestão, poucos são os que fogem de uma visão antiga e voltada ao controle das tarefas, com tendência a “formatação” de programas, projetos e planejamentos no gerenciamento das pessoas, deixando-as com pouca margem às suas aspirações, criatividade, flexibilidade de responder aos estímulos do meio ambiente e até ao uso da intuição na resolução de problemas.
Sistemas interligados em rede e por onde passa uma forma de energia, tem a capacidade de se auto-organizarem quando em desequilíbrio e esta ordem não nasce de nenhum tipo de controle. Sistemas vivos estão constantemente se auto-produzindo, autoregulando e mantendo interações com o meio ambiente que os fazem mudar suas estruturas sem perder a identidade, princípio este conhecido como autopoieses.
O que vem então diferenciar fundamentalmente uma organização mecanicista de outra alinhada com estes novos conhecimentos?
Uma organização mecanicista é caracterizada pela necessidade de muitos níveis hierárquicos porque o controle é uma expectativa da administração. O equilíbrio é entendido como a manutenção dos planos estabelecidos, permanecendo fixos por períodos de tempo, independente das mudanças do meio. Os colaboradores são controlados e estimulados para voltarem ao plano e as condições projetadas.

“Uma organização mecanicista é caracterizada pela necessidade de muitos níveis hierárquicos porque o controle é uma expectativa da administração. O equilíbrio é entendido como a manutenção dos planos estabelecidos, permanecendo fixos por períodos de tempo, independente das mudanças do meio”

Não é preciso muita imaginação para concluir a quantidade de retrabalho envolvida. Sabemos por experiência, quantas vezes avaliamos e mostramos as variações de planos existentes em diversos níveis hierárquicos.
Por outro lado, em uma organização alinhada com a nova ciência, os colaboradores são treinados a agir e reagir aos eventos, expandindo e amplificando os efeitos, usando a informação para adaptar e evoluir. Tudo está em constante mutação atendendo relações de probabilidades.
Nesse ambiente, o controle vem de dentro para fora de cada indivíduo. A prática do pensamento e não do planejamento estratégico estimula as equipes a se auto-organizarem, estando sempre à frente na capacidade de criar, evoluir, usando a intuição e um modelo verdadeiramente participativo de progresso. Situação esta que traz benefícios de adesão, ambiente de trabalho, aumento da responsabilidade ética, social e ambiental.
Com a complexidade das organizações, não é simples mudar de conceitos e isto nos leva a manter os sistemas atuais, mas as coisas estão mudando. Será que poderíamos testar novas teorias em células nas organizações expandindo os benefícios na formação de redes de excelência? Fica aqui a pergunta.

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Fonte: Sérgio Ribinik

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É preciso que gerentes, líderes e presidentes de empresas evoluam juntos, para que a organização possa crescer continuamente. Apenas dessa forma, todos saberão como agir e reagir, sempre com a intenção de evoluir. Assim como eu, deixe de ser uma empresa totalmente mecanicista e progrida. Planeje-se  para isso! 

 

 

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